Trabalho sobre uso racional de medicamentos recebe prêmio no Congresso da Rebrats

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O I Congresso da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (REBRATS), realizado de 01 a 04 de outubro de 2019, em Brasília, reuniu especialistas, acadêmicos e gestores e contou com seis eixos temáticos que nortearam, além das palestras e exposições, os trabalhos submetidos à premiação. Com objetivos pautados no fortalecimento da rede, os eixos do congresso foram: Execução de Métodos de ATS, Participação Social, ATS na Gestão, ATS na Clínica, Saúde 4.0 e-Saúde e Saúde digital e Comunicação e Saúde.

O trabalho científico “Participação social em pesquisas sobre o uso racional de medicamentos”, do Comitê Nacional para Promoção do Uso Racional de Medicamentos (CNPURM), coordenado pelo Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS), concorreu no eixo “Participação Social”, e foi o vencedor de sua categoria. Seus autores são: Alane Andrelino Ribeiro, Gabriel Gonçalves Okamoto e Evandro de Oliveira Lupatini.

Para sua realização, foram discutidas propostas no contexto das vivências de usuários do SUS e das práticas profissionais em clínica e gestão a partir de perguntas estruturadas “PICO” em reuniões do CNPURM, com o objetivo de contribuir com o fortalecimento do uso racional de medicamentos.

Como resultado, foram demandadas nove propostas de pesquisas, entre as quais, quatro já estão em desenvolvimento por meio de fomento do MS junto a uma instituição de pesquisa parceira. São elas: a) Avaliação do impacto dos serviços clínicos farmacêuticos na adesão ao tratamento farmacológico e não farmacológico; b) Metodologias ativas de ensino-aprendizagem utilizadas em educação permanente em saúde; c) Avaliação do impacto socioeconômico do uso abusivo de psicofármacos no âmbito dos serviços de saúde mental; d) Pesquisa sobre práticas baseadas em evidências sobre a desprescrição e a descontinuação de psicofármacos.

*Na estrutura PICO, P descreve detalhadamente a população ou paciente sob o cuidado, I a intervenção (terapêutica, diagnóstica ou prognóstica), C a comparação (intervenção opcional) e O (do inglês outcome) o desfecho clínico relevante.

 


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