Atividades

Mesas

Três ou quatro convidados debaterão aspectos de um tema central. Cada um falará por 25 minutos. Em seguida, haverá interação com a plateia. Haverá um moderador para introduzir o tema da mesa e organizar as exposições.

Mesa 1 (10/12): Educação e prática interprofissional colaborativa: estratégias para o uso racional de medicamentos. Objetivos: Debater o papel da prática interprofissional colaborativa na promoção do uso racional de medicamentos, bem como compreender as características de um plano de educação interprofissional (base lógica, metas baseadas em resultados, desenho deliberado e avaliação).

Mesa 2 (11/12): Desafios para mitigar a resistência aos antimicrobianos: ações interdisciplinares e políticas públicas. Objetivos: Discutir o problema e ações para mitigar a resistência antimicrobiana e promover o uso racional de antimicrobianos tanto no ambiente hospitalar quanto na APS.

Mesa 3 (11/12): Desafio Global de Segurança do Paciente: cuidado em saúde e utilização de medicamentos. Objetivos: Debater sobre a cultura de segurança como indutor de um cuidado em saúde mais seguro em todos os níveis de atenção, promovendo a sensibilização para o uso racional de medicamentos, com vistas ao cumprimento dos princípios e diretrizes do SUS.

Mesa 4 (11/12): Medicalização da sociedade. Objetivos: Discutir articulações intersetoriais necessárias para desmedicalizar o cuidado; Debater diretrizes de desprescrição, conciliação e redução do uso de psicofármacos; E debater formas de enfrentamento da cultura da medicalização da vida por meio de estratégias de comunicação. Abordar discussão sobre como não medicalizar. Utilização de práticas não farmacológicas. Promoção do uso racional.

Mesa 5 (12/12): Paradoxo terapêutico global: falta de acesso e uso excessivo de medicamentos. Objetivos: Identificar e refletir sobre os fatores relacionados ao acesso a medicamentos e ao uso excessivo de medicamentos no Brasil e no mundo.

Painel

Tópico apresentado com maior detalhamento, durante 60 minutos. A interação com a plateia ocorrerá durante toda a atividade.

Painel (10/12): Resultados do projeto piloto de cuidado farmacêutico no âmbito do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Será apresentado resultados preliminares do Projeto de cuidado farmacêutico implementado pelo Departamento de Assistência Farmacêutica e insumos estratégicos, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde.

URM Talk

O URM Talk tem como propósito trazer informações multidisciplinares que busquem alguma mudança ou atitude nos participantes e consequentemente na atuação dos profissionais de saúde. Trata-se de um modelo de palestras mais curtas e eficazes para chamar a atenção para um único tópico (URM). Com duração máxima de 15 minutos o ideal é apresentar a essência de cada ideia objetivamente e com o intuito de ser aplicável no dia a dia. É realizada em um ambiente mais informal e propício ao networking e possibilita também o protagonismo tanto o palestrante quanto o espectador.

URM Talk 1 (11/12): Ciência, Tecnologia e inovação: as abordagens "One health" da Resistência aos Antimicrobianos.

URM Talk 2 (11/12): Comunicação em Saúde: autocuidado ou autodescuido?

URM Talk 3 (12/12): Estratégias de uso racional de medicamentos na Atenção Primária de Saúde.

URM Talk 4 (12/12): Uso racional medicamentos em pessoas acima de 60 anos.

Oficinas

As oficinas abordam temas estratégicos para a promoção do uso racional de medicamentos. Cada oficina terá produto final relatório com recomendações e estratégias para o SUS, no qual serão publicados posteriormente pelo Ministério da Saúde. Será disponibilizada equipe de relatoria gráfica para cada Oficina.

Oficina 1 (10/12): Papel dos centros de infusão no uso racional de medicamentos biológicos e biossimilares.

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Elaborar recomendações e estratégias para realizar diagnóstico situacional dos centros de infusão no país. E identificar os obstáculos para sua implantação, estruturação e acesso dos pacientes nos Estados com base na discussão dos painelistas.

Ementa: Medicamentos biológicos foram incorporados pelo SUS para tratamento de diversas patologias. Com o intuito de envolver a sociedade no processo de identificação das dificuldades e problemas relacionados à pesquisa, desenvolvimento, produção, regulação, disponibilização, monitoramento e uso racional de medicamentos biológicos, o GT de Medicamentos Biológicos gerou uma Enquete Pública. Entre os resultados da Enquete houveram diversas contribuições que indicavam a ausência ou falta de estrutura dos centros de infusão para medicamentos biológicos ofertados pelo SUS.

Oficina 2 (10/12): Assimetrias entre acesso e uso racional de medicamentos.

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Elaborar recomendações e estratégias com base em dados da literatura nacional e experiência dos atores os principais problemas quanto a assimetria de acesso no âmbito do uso racional de medicamentos no país.

Ementa: Debater diferentes assimetrias de acesso a medicamentos no Brasil, as quais sinalizam problemas de gestão, da interação da equipe multidisciplinar e de atores institucionais (por, exemplo, o judiciário, a regulação sanitária, os conselhos profissionais) e de dificuldades de grupos específicos de usuários que experimentam alguma situação de vulnerabilidade econômica e /ou social. Tendo em vista a interação dialógica entre o acesso e o uso racional de medicamentos, os problemas de um necessariamente afetam o outro aspecto.

Oficina 3 (10/12): Uso racional de antimicrobianos na Odontologia.

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Elaborar recomendações e estratégias quanto ao uso racional de antimicrobianos em Odontologia e aspectos legais da prescrição.

Ementa: Conceitos básicos da terapia antimicrobiana. Indicações do emprego de antibióticos em Odontologia. Diferenças entre os regimes de tratamento e profilático. Riscos individuais e populacionais associados ao uso inadequado de antimicrobianos na odontologia. Aspectos legais da prescrição de antimicrobianos.

Oficina 4 (10/12): Indicadores para implantação e monitoramento do uso racional de medicamentos em serviços de saúde.

Carga horária: 4h. 

Vagas: 50.

Objetivos: Elaborar recomendações e estratégias quanto ao papel da prática interprofissional colaborativa na promoção do uso racional de medicamentos, bem como demonstrar as características de um plano de educação interprofissional (base lógica, metas baseadas em resultados, desenho deliberado e avaliação).

Ementa: Introdução à terminologia consensual da literatura referente à educação interprofissional e práticas colaborativas interprofissionais. Estabelecimento de relações entre a prática interprofissional colaborativa e a promoção do uso racional de medicamentos. Reflexão sobre a necessidade de planos de educação interprofissional. Detalhamento das características de planos de educação interprofissional. Troca de experiências entre os participantes sobre o uso racional de medicamentos em situações comuns na prática da atenção primária à saúde.

Oficina 5 (11/12): Ferramentas e instrumentos intersetoriais para práticas desmedicalizantes.

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Elaborar recomendações e estratégias a fim de capacitar os participantes no uso dos conceitos de medicalização e medicamentalização; sensibilizar nos impactos desses termos nas políticas públicas; desenvolver ferramentas e instrumentos intersetoriais para práticas desmedicalizantes.

Ementa: Abordar os conceitos de medicalização e medicamentalização objetivando criar instrumentos de combate à medicalização para serem utilizados de forma intersetorial nos serviços de saúde, educação e assistência social.

Oficina 6 (11/12): Prevenção quaternária no fazer médico: evidências e estratégias.

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Compartilhar experiências em que pacientes foram protegidos de uma intervenção médica invasiva e sugerido procedimentos científica e eticamente aceitáveis.

Ementa: Refletir sobre as quais ações podem ser feitas para identificar um paciente ou população em risco de supermedicalização e o potencial da desprescição como ação de prevenção quaternária.

Oficina 7 (11/12): Enfermagem e a segurança do usuário de medicamentos: protocolos e ferramentas de cuidado.

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Compartilhar impactos de uso de guias de prática clínica ou outras ferramentas de cuidado em diferentes condições clínicas.

Ementa: Solidariedade na gestão do cuidado com demais profissionais; Avaliação da qualidade e eficiência do tratamento em relação à segurança do paciente.

Oficina 8 (11/12): Uso racional de fitoterápicos na Atenção Primária à Saúde (50 vagas).

Carga horária: 4h.

Vagas: 50.

Objetivos: Elaborar recomendações e estratégias quanto à importância do uso racional de fitoterápicos na atenção primária à saúde. Discutir entre os diferentes atores participantes, a atuação junto à comunidade nesta temática.

Ementa: Conceitos gerais sobre fitoterapia; segurança, eficácia e qualidade de fitoterápicos; fitoterapia baseada em evidências. 

Cursos

Os Cursos têm objetivo geral de difundir e disponibilizar conhecimentos sobre promoção do uso racional de medicamentos.

Curso 1 (10/12): Uso de ferramentas de Segurança do Paciente para melhoria no uso racional e seguro de medicamentos.

Carga horária: 4h.

Vagas: 200.

Objetivos: Capacitar profissionais, gestores ou conselheiros de saúde sobre a segurança do paciente e utilização de medicamentos e trazer o conhecimento para a prática.

Ementa: Utilização de metodologia ativa para o desenvolvimento de competências e exercitar a utilização de ferramentas. Versar sobre a cultura de segurança como indutor de um cuidado em saúde mais seguro em todos os níveis de atenção, promovendo a sensibilização para o uso racional de medicamentos, com vistas ao cumprimento dos princípios e diretrizes do SUS.

Curso 2 (10 e 11/12): Uso de evidências científicas no uso racional de medicamentos.

Carga horária: 8h.

Vagas: 200.

Objetivos: Desenvolver competências para identificar, interpretar, sintetizar e aplicar as evidências científicas nas decisões clínicas e políticas em saúde; Rol da ATS na obsolescência de tecnologías sanitarias nos Sistemas de saúde; Promover a cultura do uso de evidências na tomada de decisão em sistemas, programas e serviços de saúde; Estabelecer conexão entre a Avaliação de Tecnologias em Saúde e o Uso Racional de Medicamentos; Compreender os principais aspectos envolvidos na definição de prioridades de pesquisa em saúde.

Ementa: Apresentação dos conceitos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), Política Informada por Evidências (PIE) e Pesquisa Translacional; Apresentação das principais ferramentas e metodologias aplicadas; Descrição e ilustração dos processos de avaliação e aplicação racional de tecnologias e políticas em saúde; Discussão de perspectivas e desafios do uso de evidências científicas no uso racional.

Curso 3 (10 e 11/12): Desprescrição e descontinuação de medicamentos na atenção primária em saúde.

Carga horária: 4h.

Vagas: 200.

Objetivos: Conduzir profissionais de saúde a investir na continuidade do cuidado reduzindo o impacto da polifarmácia e superdosagem de muitos medicamentos através da desprescrição, além de discutir estratégias na utilização desta ferramenta.

Ementa: Apresentação dos conceitos de descontinuação terapêutica, desprescrição e aprazamento; Interface entre as principais condições de saúde e o perfil de pacientes que se beneficiariam da desprescrição e descontinuação de medicamentos; Ilustração das ferramentas (sites e aplicativos) que auxiliam a desprescrição; Descrição do processo de desprescrição e demais alternativas; Discussão sobre a desprescrição e/ou descontinuação de tratamentos devido a condições de saúde como gestação, lactação, lesão em algum órgão e outras; Educação do paciente quanto a importância em diminuir doses, limitar tempo de tratamento e/ou reduzir quantidade de medicamentos no tratamento.

Curso 4 (11/12): Uso racional e judicialização de medicamentos.

Carga horária: 4h.

Vagas: 200. Objetivos: Estabelecer conexão entre o Uso Racional de Medicamentos e o direito à saúde e formular possíveis abordagens futuras que facilitem a melhor forma de decisão sanitária em relação ao uso racional de medicamentos demandados via judicialização.

Ementa: Apresentação dos principais conceitos de judicialização em saúde; descrição dos processos de judicialização de medicamentos no Brasil e na Colômbia e apresentação dos aspectos sanitários em relação ao uso racional e financiamento de medicamentos demandados via judicialização.

Espaço de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS)

A organização do evento previu a instalação da infraestrutura necessária para atendimento personalizado e coletivo de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, tais como aromaterapia, shiatsu, floralterapia, Reiki e auriculoterapia.

Mostra de Saúde, Arte e Cultura

A Mostra será exibirá durante todo o período do Congresso, exposição de artes visuais (fotografia, cinema e vídeo); artes cênicas e literatura (teatro, sarau) e artes plásticas - Expressão vocal, instrumental e corpo/dança.